sábado, 4 de agosto de 2012

A 'ZOADA' AINDA VAI SER GRANDE!

 
Painel
VERA MAGALHÃES - painel@uol.com.br
Folha de São Paulo

Grupo fechado

Encerradas as sessões inaugurais do julgamento do mensalão, Carlos Ayres Britto ouviu de colegas que terá de ser duro para resistir às manobras da defesa. Ministros avaliam que Britto deveria ter insistido em sua ideia inicial: negar de pronto a questão de ordem de Márcio Thomaz Bastos pelo desmembramento do processo, como fez com o pedido posterior, de Alberto Toron. "O tribunal está fechado com o presidente. Vamos apoiar suas decisões", disse um membro do STF.

Calma No intervalo da primeira sessão, os ministros também sugeriram a Joaquim Barbosa que não caísse na "pilha" da defesa, nem perdesse a paciência com os colegas, sobretudo Ricardo Lewandoswki. Lembraram a ele que haverá tentativas de "desestabilizá-lo". Barbosa, como relator, tem a tarefa de conduzir o processo.

Dois tempos Os ministros preparam seus votos de duas formas: por núcleos, como na denúncia, ou individualmente, réu por réu. Devem esperar a opção de Barbosa para acompanhá-lo.

Bombril Integrantes do STF dizem que Sérgio Môro, chamado por Rosa Weber para auxiliá-la no voto do mensalão, é especialista não apenas em crimes financeiros, como muitos lembraram nas últimas semanas, mas também em formação de quadrilha, cerne da acusação contra o chamado núcleo político.

Sofá Advogados exaustos diante da fala monocórdia e sem emoção do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, faziam piada com sua semelhança com o apresentador Jô Soares: "Nesse caso não é um talk-show, é uma sessão de sonoterapia".

Toga justa Apesar das críticas à fala de Gurgel, interlocutores dos réus receberam com apreensão o pedido de prisão a todos os eventuais condenados. Nas palavras de um advogado, o procurador colocou a Corte em situação delicada ao "radicalizar".

Nenhum comentário:

Postar um comentário