Ministra Carmen Lúcia vota pela condenação de João Paulo
Cunha, Valério e ex-sócios por desvios na Câmara
Camila Campanerut*
Do UOL, em Brasília
A ministra do STF Carmen Lúcia, quarta a votar nesta
segunda-feira (27), seguiu o voto do relator e votou pela condenação do
deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) por corrupção passiva, lavagem de
dinheiro e por dois peculatos. Ela também condenou o publicitário Marcos
Valério, acusado de ser o operador do mensalão, e seus ex-sócios, Cristiano Paz
e Ramon Hollerbach, pelos desvios ocorridos na Câmara dos Deputados.
Em seguida, Carmen Lúcia condenou o ex-diretor do Banco do
Brasil, Henrique Pizzolato, por corrupção ativa.
A ministra ressalta que o fato de João Paulo Cunha ter
enviado a mulher para fazer o saque é uma "singelesa extremamente
melacólica de uma certeza de impunidade". "Foi às claras para
esconder", acrescentou. A magistrada afirma que o fato de o parlamentar
ter enviado a própria mulher para fazer o saque de dinheiro era uma forma de
esconder
Antes de dar seu voto, a magistrada falou sobre as
dificuldades de votar no caso do mensalão. "Aqui não se tem o corpo do
delito como no homicídio". A ministra diz que o caso do mensalão expõe o
"dilema entre a verdade real e a verdade processual".
Roberto Jayme/UOL
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| A ministra Carmen Lúcia |
Com o voto de Toffoli a respeito de João Paulo Cunha e o
grupo de publicitários, são dois votos pela absolvição (Toffoli e o revisor
Ricardo Lewandowski) e três pela condenação (Joaquim Barbosa, Rosa Weber e Luiz
Fux). Para que haja condenação definitiva, é necessário o voto da maioria dos
11 ministros.










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