Fora de época
Primeiro foram os carnavais fora de época, promovidos por
trambiqueiros ávidos por dinheiro de foliões idiotas. Depois surgiram os
aniversários, igualmente fora de época, inventados por figurinhas carimbadas do
chamado soçaite, que viram nessas promoções um meio de encher o bolso de
dinheiro e explorar a vaidade dos fúteis que dão a vida por um retrato no
jornal. Agora chega o candidato fora de época, num frontal desrespeito a lei
eleitoral, que a tudo assiste inerte, inerme e impassível.
Cabra macho
É assim que seria chamado o candidato do povo
de Alexandria que pegasse o microfone da
rádio cidadania e dissesse as verdadeiras intenções dos abutres que se alimentam das necessidades
dos humildes, um cabra macho que falasse
que os pré candidatos da cidade e todas as corjas ascendentes e descentes são os maiores mentirosos e farsantes do sertão. Magote de anfíbios.
Agora virou moda candidato a cargo majoritário contratar
marketeiro para fazer sua imagem cheia de ilusões e de mentiras, para ver se
consegue o voto dos incautos. O povão se ilude, vota no engomado e quando ele
ganha dá uma dedada no eleitor.
Filho da terra
Propaganda pregada no vidro do carro conclama Alexandria a votar num filho da terra, como se os filhos de
Alexandria que governaram o município
fossem alguma referência. Segundo a história, os piores prefeitos de Alexandria
foram exatamente paridos na sombra da
barriguda.
Só o voto
Os figurões da nossa política dão um valor danado ao eleitor
pobre, mas depois de eleitos só prestam atenção nos que vivem ao redor de seus
enxovais. Todos sem exceção, sem tirar nem por, sem se salvar uma alma, tudo
farinha do mesmo saco.
Vão chupar prego pra ver se sai leite, vocês deveriam
estarem todos presos pro falsidade ideológica.









Um comentário:
gostei da postagem, foi bastante contundente e reflexiva.
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