A louca da João amorim

Ninguém sabe o seu nome. Conhecem—na
como a louca solitária da Rua João Amorim, no centro de João Pessoa. Não
tem casa, sua cama eh a calçada, o travesseiro, os trastes velhos que
carrega dentro do saco sujo e roto de tantos caminhos andados. Tem o céu
estrelado como teto e conversa com fantasmas invisíveis, aos quais
conta seus segredos e abre sua alma. Quando morrer, ganhará a cova dos
indigentes e com certeza ninguém lhe dedicará uma lagrima. Não há
lagrimas disponíveis para os loucos pobres.









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