sábado, 26 de janeiro de 2013

OS PREFEITOS NÃO PARAM DE CHORAR. QUEM NÃO CHORA NÃO MAMA

Estraçalha meu coração escutar o choro dos prefeitos recém-empossados, reclamando da penúria reinante nas suas Prefeituras. Eles denunciam o caos administrativo deixado pelos antecessores. Sai cada história cabeluda capaz de arrepiar cabelo de careca. O prefeito ALEXANDRIA  fala em débito de 3 milhões,  esculhambação. 
A cantiga da perua é uma só. Só os reeleitos não chiam, até porque não fica bem falar mal deles mesmos.
Salários atrasados, fornecedores sem receber, agiotas batendo na porta, decisões judicais aportando aos gabinetes dos empossados, uma zorra total tumultua o juízo dos novos prefeitos, como se fosse coisas pensada para testar a resistência de cada um.
Eles, porém, não desistem. Protestam, gritam, esperneiam e naõ abri mão de seus enormes aumento saláriais e muito menos abrem mão do mandato. Pelo contrário, embora sofrendo, prometem dias melhores. Antes assim. Eles sabiam de tudo isso quando eram candidatos, mas a vontade de ganhar era maior do que o medo do desconhecido.
Os que provocaram o caos agiram assim por acreditarem na impunidade. Eles sabem da existência de uma Lei de Responsabilidade Fiscal que pune o gestor irresponsável. A dita lei obriga o prefeito ou o governador a não deixar débito para os sucessores. Sendo devidamente aplicada, a lei bota na cadeia quem joga lama na sopa dos seus substitutos. Como, porém, se processa prefeitos nesses Brasil e os processos nunca são concluídos, os salafrários agem abertamente, na maior cara de pau, desmoralizando a justiça e chamando de bobos os cidadãos que dela dependem.

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