Estraçalha meu coração escutar o choro dos prefeitos
recém-empossados, reclamando da penúria reinante nas suas Prefeituras.
Eles denunciam o caos administrativo deixado pelos antecessores. Sai
cada história cabeluda capaz de arrepiar cabelo de careca. O prefeito ALEXANDRIA fala em débito de 3 milhões, esculhambação.
A cantiga da perua é
uma só. Só os reeleitos não chiam, até porque não fica bem falar mal
deles mesmos.
Salários atrasados, fornecedores sem receber, agiotas batendo na
porta, decisões judicais aportando aos gabinetes dos empossados, uma
zorra total tumultua o juízo dos novos prefeitos, como se fosse coisas
pensada para testar a resistência de cada um.
Eles, porém, não desistem. Protestam, gritam, esperneiam e naõ abri mão de seus enormes aumento saláriais e muito menos abrem mão do mandato. Pelo contrário, embora sofrendo, prometem dias
melhores. Antes assim. Eles sabiam de tudo isso quando eram candidatos,
mas a vontade de ganhar era maior do que o medo do desconhecido.
Os que provocaram o caos agiram assim por acreditarem na impunidade.
Eles sabem da existência de uma Lei de Responsabilidade Fiscal que pune o
gestor irresponsável. A dita lei obriga o prefeito ou o governador a
não deixar débito para os sucessores. Sendo devidamente aplicada, a lei
bota na cadeia quem joga lama na sopa dos seus substitutos. Como, porém,
se processa prefeitos nesses Brasil e os processos nunca são
concluídos, os salafrários agem abertamente, na maior cara de pau,
desmoralizando a justiça e chamando de bobos os cidadãos que dela
dependem.









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