PF prende seis e indicia chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em SP
A Polícia Federal deflagrou
nesta sexta a ‘Operação Porto Seguro’. Foram à cadeia seis pessoas. São
suspeitas de fraudar pareceres técnicos para beneficiar empresas em agências
reguladoras e órgãos do governo federal. Realizaram-se batidas de busca e
apreensão em Brasília e em São Paulo.
Um dos locais visitados por agentes da PF
foi o escritório da Presidência da República na capital paulista. Ali
trabalha, como chefe de gabinete, Rosemary Novoa de Noronha, suspeita de
envolvimento no esquema. Os agentes planejavam apreender o computador de
Rosemary. Ela rodou a baiana. E a turma da PF limitou-se a copiar
arquivos.
Rosemary prestou depoimento. Ao final, foi
indiciada por corrupção. Segundo a PF, ela fez tráfico de influência em favor de
empresas em pelo menos duas repartições: a ANA (Agência Nacional de Águas) e a
Anac (Agênia Nacional de Aviação Civil). Em troca, receberia presentes, viagens
e acesso a camarotes no Carnaval.
Sob Lula, Rosemary assessorava o presidente
na organização de viagens internacionais, acompanhando-o. A PF atribui a ela a
indicação de dois dos personagens presos nesta sexta. São irmãos. Um, Paulo
Rodrigues Vieira, é diretor da ANA, a agência de águas. Outro, Rubens Carlos
Vieira, é diretor da Anac, a agência de aviação.
Na década de 90, Rosemary assessorou José
Dirceu na presidência do PT. Foi nessa época que conheceu Lula. Em 2003,
quando Lula foi eleito, ela virou assessor especial do escritório regional da
Presidência em São Paulo. Em 2005, foi promovida a chefe de gabinete, função que
exerce até hoje.










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