Nem o mais amado técnico da história recente do Palmeiras
resistiu à ameaça de retorno à Série B. Campeão da Copa do Brasil há dois meses,
o técnico Luiz Felipe Scolari foi demitido do cargo nesta quinta-feira. O
treinador, que tinha contrato apenas até o fim do ano, sai deixando a equipe na
zona de rebaixamento do Brasileirão, a sete pontos do primeiro time fora do
grupo dos quatro últimos.
Em nota, o Palmeiras afirmou que "em reunião realizada na tarde
desta quinta-feira entre presidência, diretoria de futebol e comissão técnica do
Palmeiras, ficou decidido em comum acordo o encerramento do contrato de trabalho
entre o técnico Luiz Felipe Scolari e o clube. Junto com Felipão, o auxiliar
técnico Flávio Murtosa também deixa o clube", escreve o comunicado, que trata
Scolari como "um maiores comandantes que o clube já teve em toda a sua
história."
Esta era a segunda passagem de Felipão pelo Palmeiras. A
primeira, que começou em 1997, rendeu os títulos da Copa do Brasil e da Copa
Mercosul de 1998, da Libertadores de 1999, além dos vice-campeonatos Brasileiro
(1997) e da Libertadores (2000). A parceria chegou ao fim em meados de 2000,
quando o treinador acertou sua ida para o Cruzeiro. O auxiliar Murtosa ficou
mais um pouco e levou o time ao título da Copa dos Campeões daquele ano.
Depois de passar, entre outros, pelas seleções do Brasil e
Portugal e ficar quase uma década sem treinar clubes brasileiros, o treinador
voltou ao Palmeiras como ídolo, após a Copa de 2010. Tinha a confiança de
jogadores, torcida e dirigentes. Mas a falta de resultados fez Felipão entrar em
conflito com boa parte daqueles que antes o apoiavam.
A alta multa rescisória, porém, não permitia nem que Felipão
pedisse demissão, nem que a diretoria tomasse essa atitude. E o treinador foi
ficando e, ao seu estilo, reconquistando jogadores, torcedores e até os
dirigentes. Com um grupo relativamente barato e sem muitas peças de reposição,
ele deu um voto de confiança para o seu elenco e acabou recompensado com o
título da Copa do Brasil, em julho deste ano.
Com contrato apenas até o fim do ano, o treinador voltou a ter
o seu passe valorizado depois do seu quarto título de Copa do Brasil. Mas ele
deixava claro que sua permanência no clube não era certa, apesar da
classificação para a Libertadores. Parte dos torcedores cobrava uma decisão
rápida, preferindo que um possível novo treinador tivesse a possibilidade de
montar o elenco para a competição continental.
O que os palmeirenses não imaginavam é que, antes da
Libertadores, fossem ter que brigar para não cair no Brasileirão. Enquanto o
time jogava a Copa do Brasil, as derrotas no Brasileiro, com o time reserva,
pareciam normais. Mas quando a equipe foi ficando completa e as vitórias não
vieram, a luz vermelha foi acesa. Nos últimos oito jogos, foram seis derrotas,
um empate e apenas uma vitória, sobre o Sport, outro time da zona de
rebaixamento.









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