quinta-feira, 12 de maio de 2011

NORDESTINO, COM MUITO ORGULHO

Em rápida passagem pela rede de microblogs Twitter, hoje pela manhã, me deparei com várias pessoas vociferando sobre suposto preconceito regional. Um estresse infindável.

Seria desabafo de alguns torcedores do Flamengo, que não se classificaram à próxima fase da Copa do Brasil, em jogo de 2 x 2 com o Ceará. A coisa partiu para achincalhes e outros procedimentos verbais, baixos, contra o Nordeste.

Sinceramente, não ocupei meu tempo a saber quem disse o quê. Optei por tratar de outros assuntos naquilo que denomino de "terapia desocupacional".

O Twitter serve-me para uso de uma linguagem mais coloquial, solta e divulgar esta página. Para arengas, vômitos verbais, bate-bocas estéreis, nem pensar.

Até porque acho que agressão não se responde. Agressão se revida. Mas prefiro o silêncio, a indiferença, pois sei que dói mais do que um palavrão ou bofete.

Quem parte para a baixaria, normalmente tem algum distúrbio psicossosial, vive consumido por ressentimentos, se acha vítima de tudo e é um poço de recalques.

Precisa de holofotes e esgrimitas para rosnar e aparecer.

A bogagem em torno dos desdobramentos de Ceará 2 x 2 Flamengo não merece ser esticada, pois é sobretudo algo imbecil e de pura idiotia.

Bom levar em conta, por exemplo, que boa parcela dos jogadores do Ceará tem origem no próprio "Sul", como o goleiro carioca Fernando Henrique e o goleador orelhudo Washington, que fez os gols do "Vovô". Se é para satanizar, bom satanizar ambos, que realmente decidiram o jogo.

Eu, cá de minha banda, sou nordestino, capiau convicto, provinciano por natureza e mossoroense com muito orgulho. Brasileiro. Além disso, não tenho nada contra "Sum" Paulo ou Rio de Janeiro, apesar da asfixia humana que promovem entre seus arranha-céus.

Esse separatismo preconceituoso, que as redes sociais na Internet ajudam a propagar, só ganha essa dimensão porque damos ouvidos a essas pobres criaturas. São dignos de pena. De compaixão.

Tem mais: futebol é, tão-somente, uma modalidade esportiva. A agressividade que muitos demonstram, supostamente em defesa de seu clube, não é prova de amor. Trata-se de algum tipo de patologia. Algumas, sem cura.

E viva o Ceará, ora!
FONTE: DO BLOG CARLOS SANTOS

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