O município é uma hipostasia, sou eu e você, somos nós, os planos de governos devem nos atender. Mas qual plano de governo? aquelas tumultuadas paginas elaboradas entre quatro paredes para suprir as necessidades de registro de candidatura que acabam esquecidos, absoletos, estorvo nas gavetas. Aliás, esse processo de iludir é um dos meios por intermédio dos quais o jogo do poder é jogado pela elite predadora configurando, assim, o retrato em negativo da seleção dos mais aptos – em certo momento específico da história – conforme pensado por Herbert Spencer na esteira do pensamento darwiniano, jogo esse bancado via estratagemas, ou seja, ideias que são usadas retoricamente para obter e, uma vez obtidas, prolongar a exploração do “Zé Povinho”.
Os planos de governo, engodos mixódicos devem se replicar infinitamente em ambiente fértil, qual seja aquele formado por pessoas sem escrúpulos mais os inocentes inúteis. Tubarões, e até mesmo, pasmemos juntos, os intelectuais orgânicos, aqueles sem espinha dorsal, que vivem se contorcendo para prestarem serviços vendendo argumentos: convencer os basbaques, como no caso de Alexandria, acerca da importância indizível dos postuladores do poder.
Os poucos irridentes contrários à farsa que se desenrola impávida e colossal não dispõem de meios à altura dos adversários para sublevar os “corações e mentes”. Fadados a viver de ilusões utópicas alguns poucos heróis resisti a overdose do oportunismo facilitado.
Não podem massificar a informação que a historia oferece gratuitamente a quem souber procurá-la, de que grandes obras não valem por si só, que o digam os milhares de “elefantes brancos” espalhado por aí a fora.
Numa cidade que escolhe primeiros os nomes de figurões da política para no segundo plano apresentar mero rabiscos de pojetos de políticas públicas é impensável buscar alguém que pense com Amartya Senn em seu trabalho “Desenvolvimento como Liberdade”? Liberdade esta que se confunde com segurança, saúde, educação... Aqui não será campo de apresentação de propostas para as áreas imensamente carentes educação, cultura, segurança, saúde...
Chega a ser doloroso: os que têm muito, irão comer à farta, para os muito que têm pouco sobrarão apenas as migalhas.
Resumindo os políticos de Alexandria são capazes de confundir “crocodilo” com “coco de grilo”









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