A música popular brasileira sempre teve sua porção Geni: ora bendita, ora maldita.
Não adianta trancar-se em casa na intenção de livrar-se da onda pegajosa do fenômeno sertanejo de nome internacional chamado Michel Teló. A danada da música é volátil, consegue facilmente entrar pelos sete buracos da nossa cabeça provocando um reboliço que nos impede ficar indiferentes.
“E não adianta vir me dedetizar
pois nem o DDT pode assim me exterminar
porque você mata uma e vem outra em meu lugar”
Até no trabalho somos apanhados cantarolando: nossa! Nossa! Assim...O mundo inteiro foi contaminado por essa contagiante pegadinha, fazendo até celebridades balançarem as cadeirinhas.
Quem primeiro esboçou essa curta tendência sado masoquista foi o MC Leozinho com aquela levada cheia de saliva e malícia: ela só pensa em beijar, beijar, beijar...Mas não se deixem preocupar. Da mesma forma que o beijo perdeu a consistência, o Michel logo, logo haverá de anunciar: té’logo! Para, assim, outros vetores virem ocupar os jarros, pneus e garrafas vazias de inspiração e talento.
Enquanto isso, na tentativa de antecipar o fim do verão michelento, cantemos: chorando se foi quem um dia só me fez chorar...E, como o Bial já invadiu os nossos lares com o excremento BBB...
Que tal darmos uma fugidinha???









Um comentário:
Kkk sou mais as antigas , as letras das músicas tinham sentido, buscavam ideais melhores, diferente dessas q para fazer sucesso é preciso apelar pra malícia.
Renato Russo, Paulo Ricardo, Titãns ....
Buscavam uma ética sempre descrente de seus princípios, da possibilidade de melhorar o mundo, ou da existência de alguma solução para qualquer problema.
Suas músicas soavam como um grito de independência.
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