Greve
Sem proposta, governo cancela reunião com
professores de federais
No encontro, Ministério do
Planejamento deveria apresentar proposta aos docentes para encerrar
paralisação, que já dura um mês.

Professores
em greve e alunos da Universidade Federal de Sao Paulo (Unifesp) fazem
passeata pela Av. Paulista. (28/05/2012) (Nelson Antoine / Fotoarena)
O governo federal cancelou, nesta
segunda-feira, a reunião agendada para terça-feira entre representantes do
Ministério do Planejamento, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições
de Ensino Superior (Andes) e outros representantes dos professores de
universidades federais. O encontro havia sido marcado na semana passada e
poderia pôr fim à greve dos docentes de instituições federais de ensino
superior, que já completou um mês.
Uma nova data deve ser divulgada
pelo governo. De acordo com o Andes, os representantes do governo federal
alegaram que ainda não tiveram tempo para elaborar uma nova proposta que atenda
às demandas dos professores. A previsão é que a reunião seja realizada na
próxima semana.
Na última terça-feira, o
secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão, Sérgio Mendonça, pediu uma trégua de vinte dias aos docentes para que
fosse apresentado um plano efetivo de reestruturação da carreira. A proposta
foi recusada pelos sindicalistas. Mendonça propôs, então, a reunião agora
cancelada.
A greve dos professores foi
deflagrada no dia 17 de maio, com adesão de 29 instituições. De acordo com o
último balanço do sindicato, o número já chega a 55. Eles reivindicam um plano
de reestruturação da carreira docente, que teria sido prometido pelo governo
federal para março deste ano. Isso inclui o estabelecimento de 13 níveis de
remuneração (atualmente são 17), variação salarial de 5% entre eles e piso para
a carreira de 2.329,35 reais referente a 20 horas semanais de trabalho
(atualmente, o valor é de 1.597,92 reais).
Os professores alegam ainda que
as universidades federais têm vivido um processo de "precarização",
consequência da política de "expansão desordenada" iniciada pelo
Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades
Federais (Reuni) – criado pelo governo federal em 2007. Nesta segunda-feira, 32
das 38 institutos federais de educação superior anunciaram uma paralisação por
tempo indeterminado.









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