karly RobsonMar 25, 2012 09:34 AM
Um dos maiores estadistas americano e ex presidente,John Fitgerald Kennedy,afirmou essa assertiva:"A DERROTA É ORFÃO".Ninguém se responsabiliza por ela.Poucos tem a decência de agradecer os votos disponibilizados em uma contenda eleitoral sem êxito.Digo isso,quando relembro o pleito eleitoral de 2008 em Alexandria.Se retroagirmos à época,veremos um quadro surreal:O "império Romano"contra uma fragilizada "Cartago"em sua terceira e ultima batalha.Esta representa Nei Rossato,aquela,representa Alberto Patrício e seu exército imensurável.Muitos perguntavam o que levaria Nei a uma disputa perdida.Porém,é preciso entender que em política existe a inteligência na derrota.Isso mesmo,muitas vezes perder é aguardar o futuro.Os mais jovens não recordam,mas o RN guarda na memória uma eleição assim:Em 1982,o jovem prefeito de Natal,José Agripino,enfrentava uma lenda da política e pai do populismo,Aluísio Alves.Agripino,era o candidato da ditadura militar e como tal,teria a eleição tranquila,como de fato,teve.Porém,Aluísio,como raposa matreira que era,foi para o "sacríficio"pensando no futuro.No pós derrota ele afirmara:"estamos fincando os alicerces do futuro,e este futuro chegará logo".Em 2006,Geraldo Melo trouxe de volta os Alves ao poder,mesmo que de forma indireta.Soube esperar,pois.A diferença entre Aluísio e Nei,entre tantas,é que o velho político foi contumaz na oposição.Usou e abusou dos meios de comunicação que dispunha para denunciar erros de Agripino.Nei,ao contrário,refugiou-se em Natal.Enquanto isso,Alberto reinava soberano.Como se vivêssemos em uma "Roma" fictícia,engessou qualquer possibilidade de oposição ao seu nome.Tornou-se um Luis XIV de um absolutismo moderno.Todos deveriam gravitar em torno de sua grandeza,como a lógica da Física explica:"Os corpos maiores atraem os menores"O legado político de Alberto na transição para o seu segundo mandato,foi de "arrasa quarteirão".Não queria apenas impor uma derrota ao seu ex aliado,Nei Rossato.Antes,era preciso humilhá-lo nas urnas.Uma verdadeira tática de sufocar o rebelde.Derrotou,mas,não ficou satisfeito com o resultado e enxergara que existiam votos contrários ao seu modelo de governar,não eram votos exclusivo de seu adversário.Hoje,aproximando-se do fim do mandato,já não conta com muitos dos ex comandados.Do campo de guerra ficaram feridas que não se curam com pomadas,só com o tempo.Os aliados de outrora,inclusive vereadores,alçaram voos mais seguros.Formaram bloco independente,coisa aliás,que não existe.Todo independente,no fundo é comprometido.Vereador só deve ter um lado com missão apostolar:Legislar e fiscalizar.Missão constitucionalmente prevista.Hoje,vemos aos poucos ruir o grande império.Está iniciando o "Feudalismo"Albertista.Já não há um grande exército a comandar.Províncias declararam a secessão do núcleo central,querem andar com as próprias pernas.Os acertos de Alberto na gestão,não cobriram de forma correta os seus erros.Nas arestas do poder,ressoa o que a população comenta.Não houve mudanças na equipe.O governo foi descentralizado e em alguns momentos,uma pluralidades de pessoas davam ordens em terreno exclusivo do Prefeito.Agora,fala-se em uma Diarquia no poder:Dois reis,no caso daí,uma rainha passou a comandar de forma enérgica.Retroagindo no tempo,deixamos Roma,de um só imperador em tempos de paz,e adentramos em Esparta,com dois governantes.Há tempo para reverter,porém,poucos sabem aproveitar o tempo de forma benéfica.Aguardemos pois."ALEA JACTA EST" a sorte está lançada.Que ela nos traga decência,honradez e zelo pela res pública.








