quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

DILMA ESTÁ A UM PASSO DE SUPERAR A ‘PEÉRREFOBIA’

                         Por Josias de Souza                                                        

O medo, quando atinge o estágio da morbidez, ganha nome e requer tratamento. Alguns, mais comuns, são muito conhecidos. Por exemplo: claustrofobia (medo de lugares fechados) e acrofobia (medo de altura). Outros, mais raros, são menos difundidos. É o caso da ailurofobia (medo de gatos) e da iatrofobia (medo de médicos). 

Dilma Rousseff desenvolveu uma modalidade novíssima de pânico: a ‘peérrefobia’ (medo do PR). Quando se manifesta, acende no seu cérebro o pavio de outro pavor já dissecado nos compêndios de medicina: a catagelofobia (medo do ridículo).

Pois bem. Submetida a um tratamento forçado e indesejado, Dilma está na bica de superar suas neuroses. Considerando-se o que se ouve ao seu redor, aproxima-se o instante em que a presidente irá reacomodar o PR na Esplanada dos Ministérios. Sem medo de ser ou parecer ridícula.

Dilma se deu conta de que terá de vencer a ‘peérrefobia’ porque o vício que lhe dá origem –a ‘governomania’ do PR– não vai cessar. A presidente percebeu que a dependência patológica da legenda por cargos é maior do que a gimnofobia (medo de nudez) de seus líderes. Por isso, decidiu chamá-los para uma conversa.

Acometido por um surto de eremofobia (medo de ficar só), o PT-SP estimula o encontro. Dá-se de barato que, atendido em Brasília, o PR vai entregar o seu tempo de tevê em São Paulo ao petista Fernando Haddad, atenuando a atiquifobia (medo do fracasso) do candidato.

Diante da ausência de abissofobia (medo de abismos) dos personagens do enredo pavoroso, a plateia deve se preparar para o convívio com três tipos de neuras: a escolecifobia (medo de vermes), a isopterofobia (medo de cupins) e a emetofobia (medo de vomitar). São patologias de difícil tratamento.

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